quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Que amor é esse?

Existe amor sem cruz? Existe amor sem suor? Existe amor sem dor? Existe amor sem sangue?
A mãe que se contrai na hora do parto. O pai que madruga e labuta na correria do dia-a-dia pelos seus. O noivo que deixa seu reinado para resgatar a noiva. O homem que sangra por dentro com saudades dos seus. O Deus que se fez homem, e não tinha onde reclinar sua cabeça, que tinha por comida cumprir a sua missão, que buscou os seus mesmo sabendo que os seus iriam o recusar
Que amor é esse?
Se o amor somente fosse um sentimento especial, visto em filmes, ou apregoados em alguns discursos, porém sem gerar suor, sem gerar cruz, sem gerar dor, sem gerar renúncia, seria muito fácil falar sobre ele, cantar sobre ele.
Uma paráfrase da máxima dos mergulhadores (sem dor, sem resultado) cabe bem neste contexto: sem dor, sem amor.
Para se conhecer o verdadeiro amor, é necessário entender que o amor tudo suporta.
Quando se ama se vai até a cruz e isso não é masoquismo.
O amor que não gera cruz pode ser amor?

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